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terça-feira, 12 de maio de 2015

O mito do alinhamento partidário

Fernando Haddad não tem tráfego político em Brasília.
Para o PT, aliado é só até o dia da eleição.

Quando o Partido dos Trabalhadores (PT) entra numa eleição não está para brincadeira. Faz de tudo para vencê-la não importam os métodos que sejam usados.
Se algum adversário ameaça, os militantes do partido partem para a difamação, com argumentos baixos e desconexos, naquilo que ficou conhecido como assassinato de reputação.
Se isso não for suficiente, ameaçam o eleitor e instauram o pânico. No Rio Grande do Sul, tentaram emplacar um segundo mandato de Tarso Genro. Sobraram denúncias de que os comitês do partido promoveram marketing de guerrilha com ameaças a quem recebe o Bolsa-Família. Para o PT, uma eleição é uma guerra e na guerra vale tudo.
Vale espalhar boatos, ameaçar a retirada dos benefícios sociais, usar sindicatos pelegos para promover intimidação, alocar juristas em postos estratégicos, impor o poderio econômico para moldar a mídia... para eles não existe esse papinho furado de democracia, de escolha do povo, de exercício da cidadania, de civilidade.
Mas outras estratégias também fazem parte do arsenal petista. Uma delas é o alinhamento. Como o PT tomou o poder central desde 2003, nas eleições majoritárias nos estados apela para a ilusão de que seus candidatos aproveitariam o trânsito livre em Brasília para viabilizar projetos. Ou, trocando em miúdos, quem votar em alguém do PT para governador, garante um cheque em branco assinado pelo Planalto.
E, na mesma medida, o desavisado que escolhe um candidato que se oponha à hegemonia petista vai colocar seu Estado na eterna fila dos sem-verba. Já que na visão deles não importa se você é brasileiro ou cubano, mas sim se você vota no PT ou nos “inimigos”.
O mesmo discurso binário se replica nos municípios. Escolher um prefeito que não faça parte da base aliada de Dilma é o mesmo que lançar sua cidade na treva por pelo menos dois anos (até a próxima eleição presidencial).
Mas esqueceram de avisar ao queridinho de Lula em São Paulo. Na maior cidade do país, o prefeito Fernando Haddad, embora seja do mesmo partido, precisa recorrer à Justiça para reduzir a dívida do município com a administração federal.
Mas não se preocupe. Antes da próxima disputa eleitoral, o PT vai dar um jeito de transformar um direito devido ao município em um agrado do partido. Afinal, ninguém sabe colocar e depois tirar o bode da sala tão bem quanto os maquiavélicos estrategistas petistas.

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